O dia do orgulho LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e pessoas intersex) está próximo, a data é comemorada no dia 28 de junho.

Devido a pandemia do novo coronavírus, não será possível ir as ruas neste momento para demonstrar seu orgulho. Ao invés disso que tal indicar para alguns amigos ou familiares filmes LGBT?

Há muito tabus e mentiras que foram criadas sobre a comunidade, alguns filmes podem ajudar no dialogo entre seus familiares e amigos.

Com amor, Simon

Você pode começar indicando filmes mais leves, como “Com amor, Simon“. O filme de 2018 conta a história de Simon, um garoto de 17 anos que sofre calado por esconder um grande segredo: ele é gay. Simon, fica angustiado e não conta para seus amigos nem para sua família sobre sua orientação sexual, por medo da rejeição. E esse sentimento de medo e angustia fica mais intenso quando ele se apaixona por um dos colegas da escola. E para piorar ainda mais a situação, revelam o seu segredo.

Este filme traz uma pauta importante: o medo que pessoas LGBT tem em se assumir pra família. Mesmo em casos em que a família não apresenta sinais de homofobia, ainda há o medo, isso porque a sociedade como um todo ainda é homofóbica. É um filme muito emocionante e que pode ajudar a explicar como é difícil se aceitar e se assumir pra familiares e amigos.

Confira o trailer:

Hoje eu quero voltar sozinho

Um filme brasileiro lançado em 2014 mas que ainda é muito válido assistir. Além de abordar a questão LGBT, mostra como é a vida de um adolescente cego, como ele é rejeitado pelos demais.

Leonardo, é um adolescente cego, que está tendo que lidar com a mãe que trata ele como uma criança, devido a sua deficiência. Nessa fase da vida ele busca sua independência e ao mesmo tempo está descobrindo sua sexualidade. Quando conhece Gabriel, seus sentimentos ficam a flor da pele.

Este filme é importante para normalizar a comunidade, pois mostra que não se trata de influência, que não se trata de popularidade, ou ditadura gay, se trata de amor e apenas isso.

Veja o trailer:

Elisa e Marcela

Baseado em uma história real “Elisa e Marcela” conta a história de duas mulheres que se apaixonam em 1901 e conseguem se casar dentro de uma igreja, quando uma delas se veste como homem. Porém, as duas são presas pelo governo português.  Este foi o primeiro casamento entre duas pessoas do mesmo sexo na Espanha.

Este filme retrata o sofrimento de duas mulheres que se amam mas, que são atacadas pelas pessoas, pelo simples fato de se amarem, é um filme triste de ver mas, necessário.

Carta para além dos muros

Este documentário fala sobre como o vírus HIV foi tratado logo no seu inicio. Visto como a “peste gay”, a população na época acreditava que essa doença se espalhava apenas pela comunidade LGBT. Portanto, havia muito preconceito com a doença e com quem a contraia. Havia muita desinformação o que causava pânico e medo.

O documentário contém entrevistas com médicos e infectologistas, pessoas que vivem com o vírus, e também conta com a participação da mãe de Cazuza, um dos artistas que trouxe a público sua doença e falou abertamente sobre ela.

O documentário também aborda toda a luta que as pessoas com vírus passaram para conseguir remédios.

É de extrema importância as pessoas terem acesso a esse conteúdo, pois mostra o que a desinformação e o tabu sobre um tema pode causar na vida das pessoas.

Confira o trailer:

Cavalo Marinho “Seahorse”

Este documentário mostra a gestação de um homem trans. O título foi inspirado no animal, pois o cavalo marinho o macho é quem carrega o bebê. O filme aborda questões importante e quebra tabus de que homens trans são inférteis por tomarem hormônios, isso até pode acontecer, mas não é a maioria dos casos.

Apesar de ter como foco a gravidez de um homem trans, o filme também mostra uma família unida. Mostrando que família é aquilo que a gente deseja ter e construir, todas as famílias são famílias independente da sua formação. Duas mães, dois pais, mãe solo. Esse tema é importante para que a sociedade entenda que onde existe amor, existe família. A diretora Jeanie Finlay afirmou que o documentário é acima de tudo uma história de amor e sobre todo tipo de relacionamento.

Porém, este documentário só está disponível no vimeo e é pago, há também a possibilidade de assistir na conta americana da Prime Video. É o único dessa lista que não está na Netflix.

Confira uma entrevista com o Freddy, o homem trans que deu a luz, está em inglês, mas basta ativar a legenda automática.

Há outras representações da comunidade em outras obras que consumimos no dia a dia, como por exemplo o casal de Grey’s Anatomy, (alerta de spoilerCallie Torres e Ariozna Robbins. Duas médicas bem sucedidas que se apaixonam e tem uma filha. Esse casal mostrou que o amor pode estar em qualquer lugar e que ele pode superar grandes obstáculos como o preconceito que o pai de Torres tem quando ela se assume bissexual.

A mensagem que todas essa sobras querem passar é que: amor é amor.