A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou que mudará substancialmente o regulamento do Oscar para exigir que os indicados a melhor filme atendam a padrões mínimos de inclusão de diversidade racial. As exigências não serão aplicadas antes da premiação de 2024, mas já serão levados em conta a partir de 2022 – já que para 2021, a grande maioria dos filmes que devem concorrer já foram lançados ou rodados.

Assim, em 2025, na 26ª edição dos prémios, para que os filmes sejam considerados para a categoria Melhor Filme têm cumprir os padrões de representação em pelo menos dois de quatro planos: no ecrã (elenco e argumento); entre a equipe técnica do filme; no estúdio que produz o filme; e em oportunidades de formação noutras etapas da produção e lançamento do filme.

Em cada um destes planos, há critérios específicos. Por exemplo, no que toca à interpretação, pelo menos um dos atores principais ou atores secundários teve ser de um grupo racial ou étnico sub-representado, e pelo menos 30% de todos os atores em papéis secundários deverão ser de pelo menos dois dos grupos sub-representados. Também será tido em conta se a narrativa do filme é centrados em algum dos grupos sub-representados.

“Acreditamos que estes padrões de inclusão serão um catalisador para mudanças essenciais e duradouras em nossa indústria”, disse o comunicado da instituição, assinado pelo presidente David Rubin, e CEO Dawn Hudson.

O anúncio acontece em meio aos protestos raciais nos Estados Unidos, após anos a fio de críticas pela falta de diversidade entre os indicados, o que além do mais refletiu a dinâmica do trabalho na indústria audiovisual dos EUA. Os executivos afirmam que as novas regras são uma “abertura” que pretende garantir que filmes reconhecidos no Oscar “reflitam a diversidade da população global” na criação e na apresentação de filmes ao público.