Devido a pandemia de COVID-19, esse ano será o primeiro Dia das Mães que passarei longe da minha mãe. E assim como eu, muitos estão diante da mesma situação. Para segurança de quem amamos, devemos ficar longe nessa data de tanto amor, por amor. Teremos um dia de comemoração virtual, façam videochamada. Fiz uma lista de filmes que mostram a bravura e importância dessas rainhas guerreiras em nossas vidas.

Paulo Gustavo nos presenteia com a Dona Hermínia “mãe de todos nós”, com toda certeza você vai ver sua mãe nela em algum momento (ou em todos). O longa é baseado na peça de mesmo nome criada e estrelada pelo próprio Paulo Gustavo e que levou milhões de espectadores ao teatro ao longo dos anos em cartaz. O sucesso é tamanho, que a produção se tornou uma franquia e já tem três filmes; assista os três.

Minha Mãe é uma Peça: O Filme

Um Sonho Possível

O longa conta uma perfeita história baseada em fatos reais de um rapaz que foi separado de sua mãe e também dos seus irmãos quando era criança. Ele desperta a atenção de Leigh Anne (Sandra Bullock), que logo se prontifica a ajudá-lo e depois adotá-lo como filho e membro de sua família. O filme recebeu 2 indicações ao Oscar – ‘Melhor Filme’ e ‘Melhor Atriz – Sandra Bullock’, que também venceu o Globo de Ouro de ‘Melhor Atriz – Drama’.

Valente

Que a Pixar é um estúdio que transcende emoções isto não é novidade. Já presenciamos eles tratarem sobre a dor da perda, da partida, discutir a importância de cada sentimento, falar do preconceito e ainda alertar sobre a preservação do planeta. Mas o filme das mães da empresa é sem duvidas Valente. Trazendo uma protagonista forte em personalidade, acompanhamos sua luta para salvar a mãe de um feitiço que a transformou em ursa. É lindíssimo o jeito que os realizadores abordam o relacionamento das duas e merece o posto na lista.

Para Sempre Alice

Aqui outra que ganhou o Oscar pelo papel de uma mãe, a maravilhosa Julianne Moore, que interpreta uma professora renomada que descobre ter Alzheimer, uma das mais covardes doenças que se tem noticia. A personagem de Moore vai aos poucos preparando sua família e deixando um legado, ao mesmo tempo em que acompanhamos sua perda de memória e um pouco do sofrimento enfrentado. Mas ao lado da família ela encara o drama de maneira firme e nos faz presenciar grandes momentos.

Mommy

O precoce Xavier Dolan, na época com apenas 18 anos, já havia discutido sobre a rotina e convivência conflituosa entre mãe e filho. Algo comum no mundo inteiro, só que encarado de uma maneira crua e até agressiva. Com um cinema mais maduro, Dolan fez em Mommy um tratado sobre este debate, que deveria ser conferido por todos os públicos. Um filme poderoso que fala de liberdade, amor e realizações.

Que Horas Ela Volta?

Val e Jéssica foram os nomes mais falados no cinema nacional em 2015. O longa de Anna Muylaert mexeu com muita gente direta ou indiretamente. Foi um símbolo de luta de classe, um grito de resistência, entre outros significados. Mas trouxe uma história linda sobre a relação distante de mãe e filha, e esta já tendo que lidar com um caso parecido. A química e verdade transmitida pelas atrizes Regina Casé e Camila Márdila, o texto de Muylaert e tudo que cerca Que Horas Ela Volta? fazem deste um filme obrigatório para ver com sua mãe. (ou sem ela devido a pandemia do novo coronavírus)

Erin Brockovich – Uma Mulher de Talento

Uma mãe solteira de três filhos, sem emprego, se ver numa situação revoltante quando um médico bate no seu carro e esta ainda é acusada de “não ter atenção”, devido a um júri totalmente machista e preconceituoso. Ela, Erin Brockovichf vai atrás dos seus direitos e praticamente sozinha e sem experiência com Direito comanda o seu caso e tem que se virar para sustentar as crianças e a casa. E, sim, trate-se de uma história que é baseada em fatos reais e deixou o mundo impressionado pela valentia dessa mãe e a interpretação magnifica de Julia Roberts, que ganhou o Oscar de Melhor Atriz pelo papel.

A Noviça Rebelde

Ainda nos anos de 1960 as mães se sentiram representadas e de certo modo libertadas ao ver Julie Andrews rir na cara das freiras, correr e dançar pelos campos com o soberbo e encantador A Noviça Rebelde. E mais ainda quando chegou à vida de um militar viúvo e mudou completamente sua visão de mundo, trazendo na verdade alegria para o lugar e mais tarde para os seus filhos. Um clássico absoluto. Lindo.