MARTYRS é uma história de horror, amizade, vingança e reconciliação. A refilmagem norteamericana do franco-canadense Mártires foi concretizada em 2015, através da parceria entre o roteirista Mark L. Smith, as produtoras Blumhouse Tilt, The Safran Company e Wild Bunch – e, por fim, mas não menos importante, os diretores Kevin e Michael Goetz.

Os irmãos Kevin e Michael Goetz haviam dirigido A ROTA DE COLISÃO, que estreou no Festival South by Southwest em 2013. Os diretores trouxeram para o filme vários de seus colaboradores de projetos anteriores, incluindo o diretor de fotografia Sean Odea.

“Naturalmente, uma vez envolvidos no projeto, nosso primeiro telefonema foi para o diretor de fotografia, Sean Odea, que conseguiu tanto com tão pouco em A ROTA DE COLISÃO e é um cara talentoso e antenado. Então, nos encontramos com o produtor Dan Clifton, que tem uma vasta experiência em otimizar verbas e como fazer funcionar mesmo os mais apertados orçamentos e cronogramas. E ele sempre prioriza o que for melhor para o projeto”, dizem os diretores.

Completando a equipe de produção, estão o desenhista de produção Alan Roderick Jones (de Star Wars e Tarzan, e vencedor de seis prêmios Cleo por excelência em publicidade), a figurinista Sheila Hume (uma veterana de quase uma dúzia de comerciais dirigidos pelos Goetz), o editor Jake York Área 51, Home – At the Devil’s Door) e o compositor Evan Goldman (The Den).

Dan Clifton recorda, “para uma filmagem intensa assim, realmente precisávamos de uma equipe próxima aos diretores. Mais do que isso, precisávamos de um grupo que compreendesse singularmente o que estávamos tentando realizar e focasse cada um dos mais importantes aspectos do filme – a construção de um mundo coeso. Tínhamos uma quantia definida de verba, então de que outra forma poderíamos obter a colaboração de cada departamento de maneira que eles apoiassem uns aos outros? Considerando que precisávamos matar uma família inteira, destruir a casa e tudo ao redor no processo, e então criar um novo mundo que atendesse às expectativas do público, precisávamos ter uma equipe unida dando forma ao trabalho.”

Em desenvolvimento há vários anos, o filme entrou em pré-produção em 2014. A filmagem principal aconteceu entre setembro e outubro de 2014 em Los Angeles. Rodar em Los Angeles foi uma benção para a maioria do elenco e equipe técnica, residentes na região.

“Nós reunimos a melhor equipe de anos trabalhando em comerciais. Filmar em Los Angeles foi vantajoso, pois cobramos alguns favores, já que era um filme de orçamento limitado. A produção durou menos de 20 dias em duas locações principais, a fazenda em Moorpark e a instituição (orfanato, câmaras subterrâneas) em Whittier, ambas na Califórnia”, contam os diretores.

Diz Clifton, “tivemos duas locações principais onde uma tonelada de coisas aconteceram. Utilizamos a casa da fazenda por duas semanas e fizemos várias mudanças estruturais para adaptar à história. Construir o porão e algumas das ligações entre os sets foi um desafio. A fazenda também tinha uma plantação de abacates numa colina atrás da casa, onde pudemos filmar a sequência de perseguição noturna”.

Os desafios da produção ameaçavam o cronograma. O diretor Kevin Goetz diz, “nunca havia tempo suficiente – estávamos sempre horas atrás do programado para debater e definir as cenas do dia seguinte e sempre chegávamos duas horas antes para nos prepararmos. Ainda que tudo estivesse pronto nas locações, precisávamos ter reuniões noturnas com nossos chefes de departamento”.

“Tomamos a decisão de filmar a grande introdução no primeiro dia para que todos entrassem com a máxima energia desde o início”, explica o produtor executivo Dan Clifton.

“O cronograma inteiro dependia de acertarmos o primeiro dia – o dia em que acontece o massacre da família Patterson. Nós tivemos sangue esguichando e tiros de espingarda – foi intenso! O planejamento cuidadoso e alguma sorte nos ajudaram e ainda conseguimos adiantar um pouco as cenas do segundo dia. E assim fixamos o ritmo para o resto das filmagens – rodando 5-6 páginas por dia, em média, com cenas de ação quase todos os dias”, acrescentam os irmãos Goetz.

Os cineastas tiveram muitas sequências de luta para preparar e foram ajudados pelo coordenador de dublês David Rowden. De acordo com os Goetz, “David foi um enorme trunfo”.

“Todos sempre dizem que fazem suas próprias cenas de ação, e tirando algumas muito perigosas, Troian e Bailey realmente fizeram de tudo no filme. Bailey rastejou por um túnel traiçoeiramente sujo, e Troian forneceu um desempenho tremendamente físico. Eu acho que ambas aproveitaram o momento para ‘chutar alguns traseiros’ também. Foi incrível trabalhar com as duas”, afirma Clifton.

Baseado no filme cult de Pascal Laugier, o assustador MARTYRS foi realizado pelos mesmos produtores de Atividade Paranormal, Sobrenatural, Annabelle e Invocação do Mal.

Lucie, uma garotinha de 10 anos de idade, escapa do armazém isolado onde foi mantida prisioneira. Já no orfanato que a acolheu, mas profundamente traumatizada, é atormentada por sonhos terríveis. Seu único conforto vem de Anna, uma menina da mesma idade. Quase uma década mais tarde e ainda assombrada por demônios, Lucie finalmente rastreia a família que a torturou. Ao se aproximarem da angustiante verdade, Lucie e Anna acabam presas num pesadelo – se não conseguirem escapar, o destino de mártires as aguarda…