Pode parecer clichê, mas é a mais pura verdade. O possível filme mais aguardado do ano estreou, e nem deu para notar que já fazem cinco anos que a audiência não assistia a uma obra cinematográfica do mundo mágico de J.K. Rowling nos cinemas. Logo nos primeiros instantes, a magia que estávamos acostumados em Harry Potter voltou, e foi absorvida com uma facilidade imensa por quem estava assistindo.

A trama se mostrou desenvolvida o bastante para que cada detalhe acrescentasse mais, sendo impossível achar alguma cena solta ou desnecessária. Os efeitos criados foram muito bem pensados e feitos para que o telespectador realmente entrasse naquele momento e fizesse parte da história, do cenário, e claro, da tão famosa maleta de Newt Scamander (Eddie Redmayne). Não consigo achar outra palavra para descrever a sequência de cenas que explora esse lugar completamente diferenciado de tudo o que foi mostrado até então se não “fantástica”. Com elementos muito vivos, a apresentação das criaturas e de seu habitat não tão improvisado assim dentro da maleta foi criada de uma maneira incrível. Os animais, além de serem fantásticos, possuem certas personalidades próprias, o que aumenta a curiosidade e até mesmo o tom de humor do filme.

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Porém, a participação das maravilhosas criaturas não seria a mesma sem Newt Scamender, ou mais precisamente Eddie Redmayne, que além de interpretar, criou o protagonista com uma perfeição e liberdade surpreendente. O que era um personagem desconhecido, sem descrição, virou algo pronto, sem falhas, completamente novo e diferente de todos os outros principais já vistos. Dentre todos os elogios que pode-se atribuir ao Newt, o mais apropriado seria dizer que ele é tão fantástico quanto suas criaturas.

Todo o elenco foi impecável, assim como todos os personagens – que participaram diretamente da trama e, algumas vezes, proporciona o esquecimento de um “personagem principal”, pois todos são partes importantes em cena, principalmente com Katherine Waterston (Porpentina Goldstein) e Alison Sudol (Queenie Goldstein). O personagem de Dan Fogles (Jacob) criou mais um lado inovador para o filme: a presença de um não-mágico na história completa, levando cenas engraçadas e divertidas à tela. Já Colin Farrel (Percival Graves), interpretou perfeitamente os segredos e mistérios envoltos em Percival. É necessário um maior destaque para Ezra Miller (Credence), que surpreendeu a todos com sua esplêndida atuação e fazendo o filme ficar mais perfeito do que já estava.

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As atuações foram, mais uma vez, incríveis. E obviamente, a mente por trás de todo esse sucesso é J.K. Rowling. A autora, que também ajudou na produção, criou o roteiro do filme. David Yates deixou tudo ainda mais completo, proporcionando aos não-mágicos que foram ao cinema saírem de lá como completos bruxos envolvidos em uma história magnífica e fantástica.

Animais Fantásticos e Onde Habitam” possui um enredo diferenciado dos filmes de Harry Potter. Há muito mais para ver do que o primeiro filme, porém o primeiro já é o suficiente para fazer com que o público se apaixone por essa nova era do mundo da magia, que por sinal, só está começando.

Por Anna Padilha do Chá das Onze!