Hailee Steinfeld é um nome que tem gerado muita surpresa e admiração entre as pessoas: a garota que, até então, era somente conhecida como atriz também canta e acabou de lançar seu primeiro EP (que você pode conferir aqui).

Indicada ao Oscar em 2011, grande amiga de Taylor Swift – tendo participado, inclusive, do seu clipe “Bad Blood” como “The Trinity” – e conhecida em vários papéis cinematográficos, tais como “Ender’s Game”, “Pitch Perfect 2” e “Romeo and Juliet”, a jovem de 18 anos estourou na mídia com seu single empoderador “Love Myself” e desde então não parou de aparecer nas fotos e em nossas playlists favoritas. Por conta disso, a BBC fez uma entrevista com ela por telefone, e nós a reproduziremos traduzida aqui embaixo:


Oi, Hailee! É o meio da noite aqui em Londres. Onde você está e como vai você?

Estou ótima, obrigada. São quase 11 da manhã em Vancouver, mas eu estou trabalhando em um filme e nós estamos nas cenas de noite – o que significa que você geralmente começa no pôr-do-sol e vai até amanhecer.

É estranho. Você disse que estava completamente escuro em Londres e eu pensei “espera, aqui também”, e então percebi que minhas sombras estão apenas desenhadas.

Qual é o filme?

O título de trabalho é “Besties”. É com Kelly Fremom e [o produtor de Simpson] James L. Brooks. Estamos há duas semanas assim.

Como você está encontrando o equilíbrio entre o trabalho com o filme e a música?

É realmente tipo louco porque essa é a minha primeira vez fazendo fisicamente os dois ao mesmo tempo. Eu me belisco constantemente. Consigo fazer o que amo e isso é muito raro.

Com o benefício do retrospecto, é óbvio que “Pitch Perfect 2” foi uma transição na sua carreira musical. Quão duro você correu atrás desse papel?

Eu vi o primeiro filme quando foi lançado e pensei que foi o melhor filme já feito. Eu me lembro de ter dito “se for existir outro filme parecido com esse, eu tenho que fazer parte disso”.

E então, claro, alguns anos depois lá estava a sequência. Eu fui para a audição pensando que a musica é a verdadeira razão pela qual eu quero fazer isso. Não necessariamente pensando no que viria disso – mas, sim, foi uma das principais razões pelas quais eu queria estar envolvida.

Num sentido bem básico, atuar é fingir ser outra pessoa e cantar é revelar sua alma. Como você lida com essa transição?

Eu realmente encontro essa distinção. Qualquer personagem que eu interpreto em um filme, eu estou mascarada atrás de seu nome e sua história. Com a música, eu verdadeiramente sou capaz de contar a minha própria história. É levemente aterrorizante, mas, ao mesmo tempo, inacreditavelmente recompensador saber que há outras pessoas no mundo que experimentaram as mesmas coisas que eu, sendo bom ou ruim.

Você foi muito questionada sobre a letra de “Love Myself” e a vulgar interpretação em particular. Suas respostas são sempre bem diplomáticas – você disse para um entrevistador que era sobre “cuidar de si mesmo e se satisfazer, independente de ser emocionalmente ou fisicamente”. Quanto você se preparou para essas perguntas?

Eu tenho plena consciência das especulações que foram feitas em torno da música, então eu não sei se [a resposta] foi completamente espontânea… Mas não há nada como na verdade ser perguntada sobre essa questão e ter que responde-la!

Qual a sua conexão com as letras?

No geral, a mensagem de empoderamento próprio é realmente pelo que eu estava atraída.

Quando você vive em um mundo que é tão cheio de julgamento – e a mídia leva isso para um outro nível – é tão importante perceber que a autoconfiança começa com você.

Não importa quem diz o quê para você, sobre como você se parece ou de que maneira você soa, não deveria importar – porque você está fazendo o que está fazendo para ser feliz. Isso nem sempre é uma mensagem… Eu acho isso muito fácil de ser esquecido com frequência.

Uma das outras músicas no EP é chamada “You’re such a…”. Qual é a palavra que está faltando?

Ah, bem, tem algumas!

Eu tive um momento incrível gravando aquela música – foi muito difícil, pra mim, passar por uma tomada [de gravação] sem rir. A música é pra mim a última fantasia de vingança, onde você pode na verdade dizer “eu segui em frente. Você teve a sua chance e a desperdiçou” e realmente achar isso.

Em um momento você canta “você é um diabinho difícil”. É igual o último insulto de “Downton Abbey”.

Isso é incrível. Eu não vi tanto de “Downton Abbey” quanto eu gostaria. Eu comecei a assistir alguns anos atrás quando eu fiz a versão de “Romeo and Juliet” com Julian Fellowes – mas eu sou muito ruim em ser consistente com programas de TV. Eu vou assistir uma boa quantia disso, e então pular um pouco, e depois tentar alcançar – mas nunca dá certo.

Mas isso é ótimo. Eu vou descrever essa música agora como referência a “Downton Abbey”.

Agora que você experimentou uma carreira na música e nos filmes, qual é o mais glamoroso?

Oh, uau! Os dois são muito extenuantes.

Como ator, depois de fazer o filme, você faz a imprensa e anda no tapete vermelho e lá é o que as pessoas veem como a parte mais glamorosa – as premiações e todo o aspecto de se vestir, o que, obviamente, eu gosto muito.

Na música, se apresentar é muito glamoroso. Eu tenho que vestir roupas que normalmente não vestiria ou não deveria – embora eu agora as visto na rua porque eu as amo muito!

Mas as pessoas se esquecem das horas que são gastas no estúdio. Você vai numa hora do dia e quando volta já é de noite. O mesmo com a gravação de filme – tem muito que vai nisso. Eu acho que os dois são igualmente exaustivos e glamorosos.

Você se juntou a Taylor Swift por uma noite na sua turnê de “1989”. Você olhou para o público e pensou: “um dia, isso tudo será meu”?

Oh, digo, eu não sei sobre isso! Mas claro que você vai lá e pensa: “isso é tipo ouro, aqui, bem na minha frente. É uma sexta-feira a noite, eu poderia estar em casa assistindo um filme, como normalmente seria, mas isso é o que está acontecendo agora”.

Eu me lembro de pensar: “eu vou entrar com tudo, eu vou lembrar de tudo disso”, e então eu saí do palco e pensei “que diabos acabou de acontecer?!”

Mas eu estou em um constante êxtase por Taylor e o que ela faz como pessoa e como artista.

Eles recentemente anunciaram que “Pitch Perfect” voltará para um terceiro episódio. O que você sabe sobre isso?

Hum, eu sei que eles anunciaram uma data de lançamento. Mas é tudo o que sei, e eu nem sei a data exata! Eu não sei qual a agenda de filmagem, ou quando vai sair, mas sei que está acontecendo, e estou realmente empolgada pra fazer isso de novo.

Você vai continuar conciliando atuar com cantar?

Fazer tanto música quanto filmes sempre foi parte do meu plano, e eu amo tanto ambas as coisas que não me vejo fazendo outra.

Eu me belisco constantemente. Consigo fazer o que amo e isso é muito raro.

Fonte: BBC News | Tradução: Edilayne Ribeiro – TOMMO.com.br