No mundo da coreografia de ação, de sequências de perseguição e reviravoltas complexas, os filmes Bourne – com sua história e sua estrutura inovadoras – definiram um novo padrão para todo um gênero. Há quase 10 anos, o público vem pedindo que Paul Greengrass e Matt Damon se juntem novamente para mais um capítulo feito de partes iguais de intelecto, espionagem e ação.

Muita coisa aconteceu no mundo desde que o agente Jason Bourne (Matt) saiu do alcance dos radares no fim de O Ultimato Bourne (de 2007) e foi exatamente a passagem do tempo que permitiu seu retorno. Há muito tempo, os cineastas vinham buscando a confluência precisa dos eventos sócio-políticos que oferecessem ao icônico Bourne o correto palco global que pudesse dar continuidade à sua história, e esses eventos começaram a se alinhar em 2014.

O produtor Frank Marshall – que esteve a bordo da equipe Bourne desde o primeiro filme – conta: “Finalmente criamos uma história que é atual e relevante para justificar a volta do Bourne. O Paul, o Chris, o Matt e todos nós estivemos discutindo essas histórias possíveis e, enfim, uma deu certo. Uma das coisas que mais nos preocupavam era não só fazer mais um filme, mais uma sequência do último Bourne, mas testemunhar uma mudança no mundo moderno que fosse relevante… que então nos inspirasse a contar uma nova história.”

“Todos nós sentimos que o mundo mudou dramaticamente, o que nos inspirou a criar uma história oportuna que se aplica ao que está acontecendo hoje”, o produtor continua. “Esta série é especial para mim, porque eu estava lá no início daquele gérmen de uma ideia, quando pegamos o primeiro livro do Robert Ludlum – que era uma história sobre a Guerra Fria em princípio – e demos vida a ela em um mundo do século 21. Para 5 mim, é empolgante estar participando do quinto filme e ainda fazê-lo relevante e saber que o público de cinema está ansioso para ver para onde vai o Bourne”.

Sobre a duradoura popularidade da personagem a que deu vida, Matt Damon comenta: “Nós o amamos tanto quanto todo mundo e estávamos receosos em colocar o carro na frente dos bois e fazer mais um filme Bourne antes de estarmos prontos com uma boa história – era um caso de esperar o mundo mudar um pouco. O Paul e eu conversávamos constantemente e a única coisa que eu sempre falava era que eu faria o filme se ele também fizesse. A gente conversava sobre projetos o tempo todo e fizemos outro filme juntos nesse meio tempo. De tempos em tempos, tínhamos uma conversa sobre o Bourne, mas parecia que a gente não estava indo a lugar nenhum até mais ou menos 18 meses atrás”.

A questão óbvia para tratar primeiro era: “onde o Bourne esteve durante todo este tempo”? De acordo com a linha do tempo estabelecida em Ultimato, o agente foi embora no final de 2004. “Então, o que ele fez por 12 anos e como é sua vida”?, continua Damon. “Esta era a maior pergunta a responder e, assim que a gente conseguiu focar nisso, tudo começou a se encaixar”. 6 Os cineastas admitem que a vontade dos fãs teve um papel importante neste último capítulo. Mas eles também admitem a popularidade tanto de seu ator principal, quanto da personagem que ele tão indelevelmente criou. Paul Greengrass observa: “É como uma família, um filme Bourne. Todo mundo volta. Adoro isso. A maior parte das pessoas não achava que isso iria acontecer, mas aconteceu. É mais ou menos como uma banda de rock se reunindo novamente para uma boa e velha turnê – tocando algumas músicas novas junto de alguns dos clássicos”.

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JASON BOURNE CHEGA AOS CINEMAS QUINTA, DIA 28 DE JULHO