Pensa na seguinte situação: você não aguenta mais se relacionar com as pessoas porque nunca dá certo e então pensa “Deus, eu só quero alguém como eu”, e então, seu desejo re realiza!

Seria bem estranho, não é? Pois está é a premissa de Helena (Paloma Oliveira) no novo filme da Paris Filmes “Alguém como Eu”, que chega aos cinemas nesta quinta, dia 24.

Nós já vimos o filme e tivemos a oportunidade de conversar com os protagonistas, Paolla Oliveira e Ricardo Pereira. Confira abaixo a primeira parte da nossa matéria.

Helena (Paolla Oliveira) e Alex (Ricardo Pereira) são um casal que, como todos os outros, vivem diferentes fases em seu relacionamento. Depois de alguns meses de dúvidas sobre o seu namoro, Helena passa a imaginar como seria se Alex fosse uma mulher, mas sua obsessão pelo assunto fez com que ela tivesse um dos anos mais estranhos de sua vida.

Num tom de comédia romântica com uma pitada de drama o filme aborda o dilema de ter tudo e não ter nada ao mesmo tempo, Helena tem uma boa vida, um bom emprego, mas não consegue se estabilizar em nenhum relacionamento e por isso acha que sempre será incompleta. Ao resolver começar do zero ela resolve se aventurar por Portugal e lá conhece um cara boa pinta, o Alex.

Ao pensar que ele seria sua alma gêmea para o resto da vida, o questionamento começa tudo outra vez “hm, será mesmo ele” e então ela deseja algo inusitado “alguém exatamente como ela”. E não é que o desejo vira realidade?

Alguém como Eu

A Helena resolveu tentar de novo, já a Paolla revela “Começar de novo eu não diria, até porque se eu reclamar muito da minha trajetória Deus castiga. Mas muitas vezes a gente pensa ‘ah o que posso fazer’, e faz um monte de pedidos que na verdade são uma satisfação aleatória do que um real pedido para que as coisas mudem”.

Ao pensar em alguém exatamente como ele, Ricardo revela “Não seria bom! Acho que não seria bom você procurar isso em alguém ou tentar espelhar isso numa relação sua, seja ela de amor ou profissional. Eu acho que é muito bom quando você consegue encontrar pessoas diferentes de você”.

“Eu acho que iria cair dura. Por que uma de mim já basta, imagina duas” conta Paolla, “Eu realmente não ia aguentar (risos)”.

Fantasia

E além de abordar toda esta parte romântica o filme nos trás um pouquinho de fantasia ao realizar o desejo de Helena, e se tivéssemos a certeza que um de nossos pedidos se tornaria realidade? “Se eu tivesse um pedido assim qualquer, acho que seria teletransporte. Acho que uma vez a cada três meses… Eu ia falar seis, mas três está bom” brinca Paolla “Assim eu poderia acordar em qualquer lugar do mundo”.

Outros longas do cinema já usaram a ideia de pedidos que se realizam, como por exemplo “Sexta-Feria muito Louca” e “Se eu fosse Você”. E a ideia de “Alguém Como Eu” funcionou muito bem para um longa nacional. Se você gosta desse estilo de filme, vai gostar deste também.

Filme

Alguém Como Eu consegue ser um filme leve e divertido, sem abusar ou apelar para qualquer coisa. “O filme ele questiona o público a refletir a todo momento, mesmo não sendo a proposta -por ser um romance com humor-, mas ele consegue fazer você pensar, isso é legal” revela Ricardo.

Um filme nacional para divertir e que vale um ingresso! O longa chega aos cinemas quinta agora, dia 24/05.