2017 dá adeus com um saldo positivo na balança: após anos de predominância do sertanejo universitário, a música pop brasileira finalmente voltou a ter maior diversidade.

A tendência é que em 2018 essa configuração se mantenha, com destaque para a conquista de espaço do funk, consolidação do pop nacional, expansão da cena de rap e aceitação de cantores bregas e românticos no sudeste do País.

Além disso, novos nomes devem surgir nos próximos meses. É apenas questão de tempo para ouvir falar cada vez mais de artistas como Gabriel Diniz, Iza, Jerry Smith ou Hungria. Afinal, eles já contam com uma base boa de fãs, só falta aquele passo que os colocará no mainstream da música nacional. Confira outros nomes que devem se destacar:

Léo Magalhães

Com 14 discos lançados e 20 anos de carreira, o cantor é aquele caso típico de artista muito famoso em uma região do País e que acaba sendo uma ilustre desconhecido no resto do Brasil. Nada de muito grave, já que isso garante carreira e sucesso financeiro na maioria dos casos. Mas Léo já dá sinais de que ficou grande demais para Minas e o Centro Oeste e pode estar prestes a ser um astro em nível nacional. Os números que ele atinge nas redes sociais e a contratação pela Som Livre podem garantir esse tão aguardado estouro em 2018.

Hungria

Para quem é de Brasília e Goiás, o rapper já é um dos astros locais mais populares ao lado dos sertanejos. Para se ter uma ideia, o cantor acumula mais visualizações no YouTube que Projota, Criolo e Emicida, os rappers que mais se destacam na imprensa nos últimos anos. Em 2017, ele pela primeira vez conseguiu rodar o País quase de ponta a ponta e tem se tornado um dos principais nomes da renovação do rap no País. Falta apenas ser tratado com o status de astro que os números e feitos que acumulou justificariam

Outros rappers de Brasília com condições de estourar em nível nacional em 2018 é a dupla Tribo da Periferia. Formado por Duckjay e Look, o grupo ganhou maior visibilidade após Marília Mendonça gravar um vídeo com Hungria cantando uma música deles em 2015. A parceria viralizou e a Tribo da Periferia saiu no underground desde então. Aliás, a proximidade geográfica com Goiás, faz com que o rap de Brasília dialogue e transite com maior facilidade no mercado sertanejo, gerando parcerias e apoios que não existem fora desse recorte.

Gabriel Diniz

Além da fama que atingiu no forró, o cantor tem conquistado também o público feminino, sendo considerado o mais novo galã da música pop nacional. O maior sucesso do músico em 2017 é a música Paraquedas, em parceria com Jorge e Mateus. No YouTube, a faixa conquistou 12 milhões de views e ajudou a gerar uma agenda com até 15 shows mensais para Gabriel.

Iza

Após o sucesso de Karol Conká, o segmento “lacrador” do pop brasileiro está em alta. E o nome com mais chances de pegar carona nesse mercado que se criou é a cantora Iza. Aos 26 anos e com um contrato com a Warner, ela é o tipo de artista que gera conteúdo além da música, já que também se posiciona sobre pautas ideológicas e comportamentais. Em um momento em que Anitta e Pabllo Vittar se destacam por motivos parecidos, Iza tem tudo para bombar ao lado delas.

Maycon e Vinicius

Essa é a dupla que mais cresceu e se estabilizou no competitivo mercado sertanejo em 2017. No YouTube, eles reúnem clipes que superam a casa dos milhões de visualizações e ainda construíram uma boa base de fãs em outras redes sociais. No Palco MP3, por exemplo, são os artistas sertanejos mais ouvidos de 2017. E ambos são jovens e estão construindo um projeto viável para bombar em breve, o que os coloca em posição de artistas que devemos ficar de olho no próximo ano.

Jerry Smith

Ele não é necessariamente um novato nem um aspirante ao sucesso. Em cinco anos de carreira, emplacou o hit Bumbum Granada com MC Zaac, está no mais recente single de Munhoz e Mariano (Mulherão da Porra) e tem um dos clipes mais vistos de 2017: Troféu do Ano, com 40 milhões de visualizações. Mesmo que não consiga esse estouro em nível nacional, os feitos recentes já posicionaram o cantor como um dos maiores cachês do funk.

Do R7