Se os filmes de ação dos anos 80 e 90 precisavam de um “herdeiro” a sua altura, Arranha-Céu é tudo o que eles pediram. Exageros no lugar certo, carisma dos personagens, vilões caricatos e fogo, muito fogo.

Arranha-Céu: Coragem Sem Limite é a ação que fazia tempo que não se fazia.

Dwayne Johnson, o The Rock, é um ator pouco flexível, é difícil ver ele sendo exigido em algo que seja diferente do que ele saber fazer. Um cara carismático, sorridente, cheio de ação e frases de efeito, qualquer filme que saiba usar o que ele tem para oferecer é um filme que certamente sabe o que está fazendo. Arranha-Céu: Coragem Sem Limite é um exemplo disso.

Contratado para fazer uma perícia no Pearl, o mais novo arranha-céu de Hong-Kong, Will Sawyer (Dwayne Johnson) se vê no meio de um grande plano para atacar o Zhao Long Ji, proprietário do prédio. Com sua família em risco, o ex-fuzileiro tem que entrar na construção em chamas, salvar sua família e o dia.

Rawson Marshall Thurber é um quase desconhecido de Hollywood, ele trabalhou com o The Rock em Um Espião e Meio e ali, apesar de não apresentar um filme tão cativante, ele conheceu o astro e pode entender como trabalhar com ele, o resultado disso é uma produção escrita e dirigida por Rawson e que tem como maior crédito ser um filme feito sob medida para o ator.

Como diretor e roteirista, Rawson usa Dwayne Johnson como Dwayne Johnson tem que ser usado. A produção gira em torno do que ele pode e não pode fazer, com largos sorrisos, frases de efeito e muita necessidade muscular é isso que o filme tenta e consegue ser.

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Ao saber o que o filme pode ou não fazer e saber que ele precisa girar em torno de sua principal estrela, a produção acerta em diversos sentidos. A falta de “coerência”, exageros, piadas que parecem memes em um filme e até mesmo seus vilões, tudo isso é encaixado de uma forma que parece que estamos vendo um belo clássico de ação dos anos 80 e 90.

E aparentemente, era isso que o filme queria ser.

Tudo isso sem contar o The Rock usa uma prótese na perna esquerda!

Sim tem exageros e normalmente isso não é legal, mas vamos lá, sai da sala de cinema muito satisfeito em ver um filme de ação como eu não via a muito tempo, aquele sentimento de um Duro de Matar, Máquina Mortífera, 48 Horas e por aí vai.

Arranha-Céu: Coragem Sem Limite não é uma opera, não é um concorrente ao Oscar, não é um filme cabeça, é um filme que quer ser um filme de ação e faz isso muito bem e por mais que alguns exageros possam não cair bem, não é um filme que devemos pensar muito sobre o que pode ou não, mas sim curtir o fogo e explosão.

Arranha-Céu: Coragem Sem Limite estréia dia 12 de Julho!