ABBY YATES é apaixonada pelas ciências paranormais e pela ciência, em geral. Essa sempre foi sua maior crença – e embora ela já não seja tão forte como antes, ela não vai deixar que os não crentes a desanimem. O papel é interpretado por Melissa McCarthy, que volta a trabalhar com Feig, agora pela quarta vez.

“Abby sempre acreditou em fantasmas”, diz McCarthy. “Não importa se as pessoas tiram sarro dela, porque sempre fizeram isso. Não importa se ninguém mais acredita. Não importa que as pessoas pensem que ela é louca. Ela sempre acreditou no sobrenatural. Eu adoro como ela se manteve no curso, a despeito de tudo mais”.

Em seu roteiro, Dippold e Feig criaram uma amizade entre Abby e Erin, que é interpretada por Kristen Wiig. “As nossas personagens eram amigas durante todo o ensino médio – eram duas garotas excêntricas que acreditavam em fantasmas e no sobrenatural”, diz McCarthy. “Mas se afastaram depois de uma briga, porque Erin não queria viver se defendendo, então, ela seguiu por um caminho mais acadêmico. Agora, no filme, elas voltam a se encontrar. É um pouco difícil no início, mas a gente percebe que elas têm um histórico. E isso é fácil de retratar com a Kristen, porque eu a conheço há muito tempo, e ela é uma das pessoas mais maravilhosas que eu conheço”.

Essa química se estende a todo o quarteto, segundo McCarthy. “Kate McKinnon é extraordinária – ela é realmente aquele tipo de cientista louca a que eu simplesmente adoro assistir. E dizer que eu adoro Leslie Jones é um eufemismo… ela é realmente brilhante, e ninguém mais na Terra poderia fazer o que ela fez com a Patty”.

Acerca da reunião desse quarteto, ela diz: “Parecia a coisa certa. A primeira vez que todas nós quatro fizemos uma cena juntas tudo fez sentido. Foi muito, muito divertido”.

Um dos momentos mais memoráveis para McCarthy foi experimentar a mochila de prótons pela primeira vez. Não há nenhuma magia do cinema aqui – McCarthy diz que o adereço é tão pesado quanto parece. “Especialmente para o que temos que fazer com elas – a gente mergulha, a gente corre e a gente luta. Cada vez que somos atingidas por uma explosão e caímos de costas, há metais afiados e pesados”, diz McCarthy. “Por outro lado, eu odeio quando você percebe que alguém está correndo com algo leve, por isso, estou feliz que não seja isso o que acontece neste filme. Parece que nós estamos fazendo um grande esforço, porque estamos'”.

Caça-Fantasmas (Ghostbusters) permitiu a McCarthy fazer muitas das suas próprias cenas de ação. “Eu amo todas essas cenas de ação”, diz ela. “Eu peço para ser atirada contra as coisas. Eu tento fazer tudo o que eles me deixam fazer. E, então, de vez em quando, o Paul tinha que dizer: ‘Não, você não vai fazer isso. Você não vai despencar num carro de uma altura de 8m. “E quando ele fala isso, eu penso: ‘É, faz sentido’, mas eu me ouço dizendo, ‘Ora, por que não?’ E o Paul dizia: ‘Você é louca’, e ia embora”. Uma das acrobacias que McCarthy foi capaz de realizar sozinha foi o “crowdsurfing” (“dar um mosh”) num show de rock. “Eu nunca tinha feito aquilo antes”, diz ela.

McCarthy observa que cenas de ação muitas vezes envolvem montagens complicadas ou cabos, e ela perguntou ao coordenador de dublês, Walter Garcia, qual era a melhor maneira de executar um “stage dive”. “Ele disse: ‘A melhor maneira de dar um mosh é você correr até a frente do palco e mergulhar’. Claro. Vamos nessa. Na primeira tomada, eu fiquei um pouco hesitante, mas depois que eu fiz, eu sabia que estava em boas mãos. Claro, eu sabia que havia dez dublês lá, esperando para me pegar, então, eu não tenho muita certeza se vou tentar isso na vida real, mas foi algo absurdamente divertido”.

Caça-Fantasmas chega aos cinemas em 14 de Julho!