O início de Batman Vs Superman – A Origem da Justiça até que é promissor. Por mais que a morte do casal Wayne já seja contada e recontada nos cinema, a abertura associando a tragédia com a descoberta da futura batcaverna dá um tom sombrio à história do ainda menino Bruce. Um salto no tempo e, décadas mais tarde, lá está o agora grisalho Wayne em Metrópolis, cenário da grande batalha entre Superman e Zod (em o Homem de Aço). Observar a luta entre os “superdeuses” sob o olhar de um humano, impotente e de certa forma assustado com tal descoberta; Há neste trecho uma certa poesia no contraste entre homens e deuses, mortais e imortais, que será trabalhada ao longo do desenrolar da película.

Diante de tantos problemas de narrativa, é claro que o elenco é também afetado. Se Ben Affleck não compromete com um Bruce Wayne mais sisudo, Henry Cavill é de uma frieza que chega a impressionar, mas infelizmente não é no bom sentido.

O acerto do filme é deixa a princesa Diana/Mulher Maravilha (Gal Gadot) com vários pontos de exclamações.

O diretor Zack Snyder é possivelmente uma das piores pessoas para estar no comando dos longas da DC, e é muito difícil entender por que a Warner Bros. não deixou a franquia nas mãos de outros diretores e cineastas como Joss Whedon (Os Vingadores) ou Christopher Nolan (Batman – Trilogia).

Felizmente, Batman vs. Superman – A Origem da Justiça acaba sendo mais uma luta entre visual e falhas de edição. As diversas homenagens aos HQs funcionam; e ver o trio (Batman, Superman e Mulher Maravilha) trabalhando em conjunto é simplesmente fantástico, especialmente por conta do espetáculo de efeitos e sincronias oferecido por Snyder, mas o conteúdo do roteiro é muito mais pobre do que o do visual. Ao tentar transformar de qualquer maneira o seu filme no épico prometido, o cineasta rouba um pouco da humanidade daqueles ícones, deixando-os menos interessantes.