Deadpool 2 chegou aos cinemas na semana passada, seu lançamento, inicialmente, era restrito para maiores de 18 anos, aos menores desta idade, nem mesmo a companhia dos responsáveis permitiria a entrada.

A classificação gerou insatisfação, Deadpool (2016) tinha uma classificação de 16 anos e a companhia de um responsável permitiria assistir ao filme sem problemas. Além da insatisfação, ficou no ar a dúvida sobre o que diferenciava a classificação do primeiro e do segundo filme.

De qualquer forma, antes do final de semana, a classificação foi revista e baixada para os 16 anos e todo mundo ficou feliz.

Mas ainda assim, fica no ar quais são as reais causas de uma produção de comédia ser ou não 18 anos. E se você, tal como eu, quer assistir algo do tipo e tentar entender o que pode ser um conteúdo 18 anos em comédia, eu separei 5 dicas para você conferir.

Os títulos (todos disponíveis na Netflix) são acompanhados de alguns argumentos que podem, ou não, te convencer a assistir ao filme em questão.

Monty Python – O Sentido da Vida (1983) 

Monty Python é um grupo de comédia inglês que surgiu no fim da década de 60, o humor clássico, característico e diferente de tantas formas serve até hoje como exemplo e inspiração para comédias atuais e novos comediantes.

Somente o nome do grupo já deve servir como argumento para você assistir ao filme, mas caso esteja intimidado pela sua data de lançamento, o filme tem um humor que resiste ao tempo, mas você precisa entender que se existe algo “clichê” ou repetitivo no filme, talvez seja ele o precursor disso.

Além disso O Sentido da Vida foi indicado a Palme d’Or e venceu ao prêmio do grande Júri no festival de Cannes de 1983.

Team America: Detonando o Mundo (2004)

De longe o filme mais desconcertante desta lista.

O filme é uma produção de Trey Parker, co-criador de South Park. Basicamente o longa é uma desculpa para usar o mesmo humor da animação de tv o cinema e em outro contexto.

Exageros, racismos, preconceito, estereótipos, piadas desnecessárias e muito mais estão presentes.

Kick-Ass: Quebrando Tudo (2010)

Tal como Deadpool, Kick-Ass é baseado em uma HQ, escrita por Mark Millar e ilustrada por John Romita Jr as HQ’s são um tipo de releitura de heróis, um conceito que foi muito bem transposto para o filme.

A comédia do filme fica por conta da forma como as coisas comuns dos heróis são subvertidas no filme, o protagonista não tem nada que o encaminhe para o heroísmo, ele não está nem perto de ser um herói de verdade e o mundo reage a sua existência de forma inusitada.

Rebelde com Causa (2009)

Michael Cera é um típico fracassado. Ele mora em um trailer e seu padrasto é Zach Galifianakis, seu pai Steve Buscemi e apesar de ver os dois de forma um tanto depreciativa, ambos têm mais “ação” que ele. Então ele conhece uma menina e para impressionar ela cria uma alter ego que é seu completo aposto. Achei isso motivo suficiente para assistir ao filme.

Super (2010)

Antes de seu sucesso com Guardiões da Galáxia, James Gunn tentou a sorte com heróis no longa SUPER, o longa conta em seu elenco com Rainn Wilson, Ellen Page, Liv Tyler, Kevin Bacon, Michael Rooker e Nathan Fillion. Mas não é exatamente por causa do elenco que o filme se sustenta.

A premissa simples de um homem comum combatendo o crime, dentro de uma comédia desbocada, não funcionou bem, o filme é um fracasso em todos os sentidos. Mas, por fins acadêmicos, quem sabe vale a pena assistir. Uma outra risada é garantida.

Menção Honrosa: Ted (2012)

Ted não é classificado para 18 anos, mas em comparação, em alguns momentos o filme é mais pesado que outros desta lista. Então merece a honra da menção.