Por muito tempo fomos ensinados a consumir conteúdo musical vindo do exterior, deixando um pouco de lado o que o Brasil tem para oferecer. E o motivo? Muitos dirão que os gringos produzem música de maior qualidade que a gente. Se você concorda com isso, nós do portal TOMMO separamos 5 bandas nacionais que vão te fazer mudar de opinião. Se liga:

Francisco, El Hombre

Com nome inspirado em ‘Cem Anos de Solidão’, clássica obra de Gabriel Garcia Marquez, a banda Francisco, El Hombre vem ganhando notoriedade no cenário musical nacional.

Misturando ritmos latinos, com ênfase numa fusão de Brasil e México, o quinteto formado pelos irmãos mexicanos Sebastián Piracés-Ugarte e Mateo Piracés-Ugarte junto com os brasileiros Juliana Strassacapa, Andrei Martinez, Kozyreff e Rafael Gomes se autodefine como ‘pachanga folk’.

Conhecer Francisco, El Hombre já faz parte do protocolo para quem quer entender sobre música popular brasileira nos dias de hoje. Porém nem tudo na carreira dos músicos se resumiu a poesia. O grupo surgiu como uma banda viajante, dessas que saem pelo mundo afora, apenas com os instrumentos nas costas, afim de usar a sua música como forma de pagamento por hospedagem e comida. Numa dessas viagens, ao passar por Mendoza, na Argentina, o grupo foi assaltado e perderam todos os pertences, só conseguindo voltar ao Brasil por meio de uma campanha de financiamento coletivo na internet. O assalto foi determinante para a banda se descobrir e se posicionar musicalmente da forma que vemos hoje.

As composições são bastante dançantes e carregam letras que criticam e satirizam deficiências da sociedade, como desigualdade social e violência contra a mulher.

Far From Alaska

Se você é do rock pesado a sua banda é essa!

De Natal, no Rio Grande do Norte, para o mundo, o Far From Alaska é considerado por muitos uma das melhores bandas brasileiras dos últimos tempos.

Representando a nova safra do rock nacional, Emmily Barreto, Cris Botarelli, Rafael Brasil e Lauro Kirsh esbanjam riffs de guitarra, unindo-os a um vocal feminino melódico e muito potente.

Fundada em 2012, a banda tem um repertório com letras em inglês. O estilo musical é o stoner rock, o mesmo de bandas como Queens of the Stone Age e Scalene. Este mescla elementos do heavy metálicas , hard rock, rock-psicodélico, blues-rock, acid-rock e doom metal.

A qualidade da banda é tão grande que, nos primórdios da carreira, tendo apenas 4 músicas em seu setlist, eles venceram um concurso que os colocou para tocar no Planeta Terra Festival e assinar um contrato com a DeckDisc. E pasmem: esse concurso foi o primeiro show deles!

O Far From Alaska já se apresentou em palcos gigantescos, como o Lollapalooza e o SXSW (Texas/EUA) e, recentemente, recebeu o prêmio ‘We Are The Future’, na categoria Artista Revelação, em uma das maiores feiras musicais do mundo, o Midem, que acontece em Cannes, na França. Além disso, já fizeram parte até de trilha sonora de novela da Globo (não é pra qualquer um, né?).

O último disco, batizado de Unlikely, foi gravado por ninguém mais, ninguém menos, que a produtora musical Sylvia Massy, a qual já gravou artistas como System of a Down, Red Hot Chili Peppers e Johnny Cash.

Zimbra

Concebida em 2007, reformulada e rebatizada em 2011, a santista Zimbra é uma banda que, se você ainda não conhece, pode ter certeza de que ainda vai ouvir falar muito!

Remando um pouco contra a maré do estilo musical da maioria das bandas originadas no litoral paulista, os músicos Rafael Costa, Vitor Fernandes, Guilherme Goes e Pedro Furtado trabalham arduamente para proporcionar ao mundo o melhor do pop rock. Um pop rock que pende muito mais para o pop, podemos assim dizer.

Os caras tem fortes referências na MPB, como Barão Vermelho, Djavan, Tim Maia, Caetano Veloso, além de alguns gringos, como Foo Fighters e Beatles, proporcionando a eles um público democrático e fiel.

Além de já ter se apresentado no Lollapalooza, a banda Zimbra vem conquistando seu espaço e já possui uma agenda sempre cheia, com shows que acontecem desde o Rio Grande do Sul até o Amazonas.

Machete Bomb

‘Diretamente de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais de Curitiba’ é assim que os paranaenses do ‘cavaquinho metaleiro’ se apresentam!

A Machete Bomb surgiu quando um guitarrista ganhou um cavaquinho de presente e não sabia muito bem o que fazer com o instrumento. Questionando o próprio gosto, limitado ao consumo de músicas gringas, o músico Otávio Madureira, mais conhecido como Madu, abriu os olhos para a música brasileira, plugando e aplicando distorção no seu cavaquinho, que agora passaria a ser um instrumento de rock. Mais tarde juntou-se com Vitor Salmazo, Rodrigo Suspiro, Rodrigo Spinardi e Daniel Perim, resultando no que conhecemos hoje por Machete Bomb.

A banda é um mix de samba, rap e rock, uma mistura das tradicionais marchinhas de carnaval com punk rock, gerando um som bem original e curitibano. Curitibano porque, apesar do calor do samba, a banda traz a frieza da cidade de Curitiba no rock, uma tradição dos bares da cidade.

Por muitos chamados de ‘o samba do sul’, a banda busca caminhar para o lado oposto do mainstream. A temática das letras é bastante livre, trata de assuntos do dia a dia, a partir de um senso crítico.

O Terno

Criada em 2009, O Terno é daquelas bandas que ‘já chegou, chegando’. Já no seu primeiro disco, o jornal O Globo considerou ‘um dos mais impressionantes discos de estreia de uma banda brasileira’, a Rolling Stone Brasil incluiu na lista dos 25 melhores álbuns brasileiros de 2012 e a Folha de São Paulo considerou o ‘Melhor Show Nacional’. De lá pra cá rolaram muitos outros prêmios.

Formado por Tim Bernardes, Guilherme d’Almeida e Biel Basile, o power-trio de São Paulo define o próprio som como um rock n’ roll pop experimental, que mistura elementos do rock intenso e psicodélico, baladas introspectivas, o brega sessentista e o soul, gerando assim, canções pra lá de originais e bem pensadas.

E você, já conhecia essas bandas? Acha que faltou alguma? Comente aqui embaixo, numa dessas a sua sugestão aparece aqui no portal TOMMO!

Por Paloma Köhler